Karla Kenya

Karla, a música tem sido sempre a tua paixão e tens vivido para isso, és uma DJ profissional, jornalista de música, apresentadora de TV e locutora de rádio. Além disso, há mais de 5 anos que és uma embaixadora da Hercules.

Há alguma coisa que NÃO CONSIGAS fazer?
Sim! Sou a pior condutora de sempre! Muitas pessoas têm temido pelas suas vidas comigo ao volante! LOL

Agora a sério, podes dizer-nos como deste os teus primeiros passos no DJing?
Para dizer a verdade, apaixonei-me pela música primeiro. Passei horas e horas depois do trabalho a pesquisar músicas e artistas. Encontrei tantas músicas espetaculares que senti que queria partilhar com as pessoas. O DJing era a única maneira de o fazer. O resto foi anos de prática em casa com gira-discos a sério antes de me sentir suficientemente confiante para tocar em frente às pessoas. Estava tão nervosa, fui péssima na minha primeira atuação.

Vives entre Berlim e Nova Iorque, como é que isso te inspira?
Adoro Berlim pela sua cultura de música techno e house, podemos basicamente sair todas as noites e encontrar boa música a ser tocada em pequenos recintos onde nunca esperaríamos. Ajuda-me a manter-me a par das novidades na cena de house underground. Nova Iorque tem tudo a ver com velocidade e desempenho. Sendo uma empreendedora, a mentalidade “New York Hustle” torna mais fácil para mim manter-me focada no lado empresarial das coisas.

Nome do teu spot favorito para festas em ambas as cidades, Berlim e Nova Iorque:
Essa é difícil… está sempre a mudar, as melhores festas em que toquei na verdade foram no exterior, o IPSE em Berlim é sempre um bom local no verão. Nova Iorque tem montes de spots espetaculares.

Qual foi a tua melhor experiência de DJing até agora?
Tocar no Bushfire Festival da Suazilândia no ano passado. Esse festival foi muito especial porque foi a primeira vez que toquei no país natal da minha mãe em África. Parecia que estava em casa, e as pessoas ficaram doidas com a música! Os Suazilandeses sabem mesmo curtir!

Se tiveres de escolher um:

Que artistas têm alimentado a tua paixão?
Cresci a ouvir música soul e montes de música pop. Como mulher, fui sempre inspirada pela Madonna, a sua capacidade para mudar o seu som e reinventar-se a si própria ao fim de tantos anos, estando-se nas tintas para as críticas. O Stevie Wonder toca sempre no meu lado sentimental. O Michael Jackson ainda é para mim o artista mais talentoso de todos os tempos.

O que achas de uma atuação com outro DJ? Com quem farias DJing numa atuação?
É sempre divertido tocar com colegas. Tento sempre apanhar pelo menos 10 minutos do DJ que toca antes de mim para poder observar o público e captar o ambiente da noite. Às vezes temos de mudar tudo completamente e usar faixas que não esperávamos tocar porque o ambiente é completamente diferente.
Há muitos colegas com quem gostaria de tocar, o Jazzy Jeff seria um bom começo.

O que gostarias de ter sabido quando começaste a tua carreira como DJ profissional?
Gostaria de ter sabido as consequências negativas de todas aquelas noites longas para o nosso corpo! Teria começado a fazer exercício e a comer de forma saudável muito mais cedo! LOL Na verdade, gostaria de ter sabido que era preciso muito mais tempo do que eu pensava para nos tornarmos bons e confiantes na nossa profissão.

Quais são as tuas principais sugestões e truques para alguém que quer começar como DJ?
Não se preocupe tanto com a capacidade para conseguir misturas perfeitas, isso vem com a prática. Ser apaixonado e fiel à sua escolha de música. O público irá lembrar-se sempre da música que foi tocada e como o fez sentir-se.

Finalmente, tens alguns projetos interessantes para o futuro próximo?
Irei produzir mais conteúdo de música e lifestyle para a televisão nacional alemã, vindo da rádio isso é realmente excitante! Também tenho outro projeto entusiasmante na calha, irão saber dele em breve.

“É absolutamente o melhor kit para começar. Eu tive um, diverti-me a valer com ele e passei alguns dos melhores momentos da minha vida.”

#karlakenya